Os critérios de indicação foram estabelecidos pelo estudo MOMS e adaptados para a Técnica SAFER, em virtude do menor risco materno da abordagem percutânea. A avaliação individualizada por especialista é indispensável — casos aparentemente fora dos critérios podem ser considerados após análise detalhada.
Diagnóstico confirmado de mielomeningocele aberta, a presença de herniação cerebelar é obrigatória, numa avaliação ultrassonográfica especializada
Gestação única (gêmeos avaliados individualmente — a Dra. Denise já realizou a cirurgia em gêmeos).
Idade gestacional entre 25 e 28 semanas, com preferência pelas de 26 semanas.
Condições clínicas maternas que permitam o procedimento com risco aceitável.
Ausência de outras malformações fetais maiores incompatíveis com a vida.
Compreensão e aceitação pela família, com consentimento informado obtido após aconselhamento detalhado.
Mesmo que o seu caso pareça não se enquadrar nos critérios listados, a avaliação personalizada com a Dra. Denise Lapa é o único meio de determinação definitiva da indicação. A cirurgia é sempre uma opção, nunca uma imposição.
Operar antes de 26 semanas pode levar ao nascimento de um prematuro extremo, as sequelas neurológicas desta prematuridade extrema podem ser mais graves que a mielomeningocele.
Não parecem existir benefícios neurológicos adicionais comprovados de que operar antes de 26 semanas seja melhor para o bebê.
Nossa idade gestacional média de cirurgia é de 27 semanas e os benefícios neurológicos são os mesmos, se não melhores que casos operados precocemente. Nós acreditamos que o uso da biocelulose, a melhora da cicatrização fetal e o fato da medula já estar mais próxima na altura que estaria ao nascimento favorecem a preservação neurológica a longo prazo, reduzindo a necessidade de operar a medula presa.
A janela de 26–28 semanas representa o melhor equilíbrio entre proteção neurológica e risco de prematuridade.
Os critérios de indicação foram estabelecidos pelo estudo MOMS e adaptados para a Técnica SAFER, em virtude do menor risco materno da abordagem percutânea. A avaliação individualizada por especialista é indispensável — casos aparentemente fora dos critérios podem ser considerados após análise detalhada.
Operar antes do nascimento significa colocar em risco não apenas o feto, mas também a mãe e a cirurgia, embora inverta para melhor o prognóstico, não é curativa. O que já foi perdido até a cirurgia não volta ao normal. O papel da equipe é fornecer todas as informações para uma decisão genuinamente informada. As famílias que optam pelo tratamento pós-natal recebem orientações sobre o acompanhamento adequado.